Materiais Lúdicos
A REDE de Ideias
As redes podem ser vistas como excelente metáfora subjetiva dos emaranhados que tecem o aprender e o ensinar na infância. A busca por redes cada vez mais entrelaçadas nos primeiros anos de vida da criança é um movimento para assegurar, articular, enlaçar, agregar e proteger aquilo que é direito de todos os meninos e meninas: uma vida bem vivida desde pequenos. Proporcionar redes genuinamente interligadas, com fios e nós fortes e conexões verdadeiras, só é possível se costuradas por educadores que entendem a verdadeira essência da infância e exploram todas as potencialidades da criança, tecendo práticas educativas abastadas e conectadas.
O Pescador e a sua Rede
Rede de Pesca
A REDE de Ideias consolida a crença em uma perspectiva interligada e integral da educação. Traz ideias e estratégias pedagógicas que alcançam diversos contextos brasileiros e ampliam o repertório de atuação do educador e as experiências vividas pelas crianças nas Creches e Pré-escolas. Este emaranhado de ideias e possibilidades, assim como as redes, precisa estar em conexão, no sentido de entrelaçar os fios da infância e tecer possibilidades de ampliação cultural em todas as Creches e Pré-escolas do país.
Utilizamos nomenclaturas específicas para guiar e organizar os itens, como forma de apoio à construção de sentido e segmentação das propostas sugeridas. Aspectos como brincadeiras, brinquedos, adivinhas, lendas, parlendas e cantigas são parte do imaginário coletivo e são conhecidas popularmente, às vezes em diferentes versões de acordo com cada região, e não possuem autor ou local de criação específico. Em razão disso, selecionamos para este material aqueles que são os mais populares em cada região.
A pluralidade de tramas e conexões vividas por adultos e crianças constrói a prática educativa de cada Creche e Pré-escola. Nos Materiais Lúdicos deste DVD, trazemos ideias de apoio ao educador e inspiração para ampliação do repertório cultural nas Creches e Pré-escolas. Assim como as redes são trançadas com diferentes fios, as ideias podem ser estabelecidas em distintos contextos das Creches e Pré-escolas brasileiras.
Puxando a Rede
Fonte: André Fernandes (2008)
A seguir, a nomenclatura e descrição para cada item.
Orientações e sugestões para o professor
BRINCADEIRAS TRADICIONAIS
(Para brincar)
Preservar brincadeiras folclóricas é compromisso de todos para a manutenção da cultura local e fortalecimento da identidade coletiva e individual. São brincadeiras que existem há décadas, ou até séculos, e costumam sofrer modificações de acordo com a região ou época vivida pois são tradições de forma oral. O importante é manter a essência e contribuir para a composição do imaginário infantil e das memórias afetivas construídas na infância.
CANTIGAS POPULARES
(Cantarolando)
As cantigas populares são músicas folclóricas geralmente cantadas em roda, representando aspectos lúdicos de manifestações populares. São também conhecidas como cirandas e, pelo fato de serem cantadas e dançadas nas brincadeiras infantis, são constituídas de textos simples, repetitivos e ritmados, o que contribui para fortalecimento da memória na infância.
PARLENDAS
(Ritmos e rimas)
Parlendas são versos infantis ritmados e repetitivos, com rimas e, na maioria das vezes, curtos. São versos simples, divertidos e de fácil memorização, que sobrevivem por gerações mediante a transmissão oral e integram o repertório do folclore brasileiro. É um convite à brincadeira, ao jogo e diversão.
HISTÓRIAS FOLCLÓRICAS
(Lendas)
Histórias e personagens que não se sabe ao certo quem as criou e se são verídicas, mas que sobrevivem no imaginário popular e vão passando de geração em geração. São de grande valor para a formação de repertórios na infância.
CURIOSIDADES
(Sabia?)
Curiosidades e fatos interessantes de cada região que caracterizam tanto o povo quanto os contextos geográficos e históricos.
FESTAS POPULARES
(Celebrando)
Comemorações ou eventos festivos coletivos, com participação popular e marcada pelas tradições regionais, rituais, comidas, músicas, danças e roupas típicas. Algumas são específicas de determinadas cidades ou regiões; outras ocorrem nacionalmente. Estão ligadas ao folclore brasileiro e representam forte componente cultural de uma região.
ADIVINHAS
(Charadas)
São perguntas, em formato de charadas desafiadoras, que provocam nas pessoas pensamento e diversão. Também integrantes da cultura popular.
RECEITAS CULINÁRIAS
(Receitas típicas)
Especialidades típicas de cada região, preparadas a partir de tradições transmitidas por gerações e ingredientes particulares de cada local.
ATIVIDADES DE ARTESANATO
(Artesanato)
Objetos pertencentes à cultura popular, criativos e produzidos através das mãos por artistas locais. É comum utilizar matérias-primas abundantes na região.
DANÇA
(Dançando)
Movimentos que acompanham uma música, compondo uma coreografia ou apenas se movimentando no ritmo. Compreendem as manifestações culturais de um povo e acompanha os ritmos regionais típicos.
BRINQUEDOS TRADICIONAIS
(Brinquedos populares)
Brinquedos que fazem parte do universo do folclore.
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Com a leitura do livro REDE DA VIDA: ITINERÂNCIA DIDÁTICA EM CRECHES E PRÉ-ESCOLAS e um aprofundamento das ideias colocadas na publicação é possível implementar sugestões trazidas neste material digital, o que fortalece ideias e conceitos em construção a partir da publicação. A REDE de Ideias traz algumas propostas de como o professor pode interagir com as crianças a partir de situações e elementos folclóricos nacionais e regionais, importante estratégia para fortalecimento da imaginação, criatividade, conhecimento e entendimento de questões culturais vividas pelas crianças no cotidiano. A intenção é de que o professor busque inspiração, mas sobretudo que inove nas possibilidades com cada proposta apresentada, adequando-as à realidade local. A mensagem fundamental nesta REDE é a oportunidade de criar relações e interações verdadeiras e produtoras de conhecimento e cultura no ambiente da Creche e Pré-escola.
Para tanto, seguem sugestões de interação e orientações para o professor.
NORTE
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
Clique em cada região do mapa para conhecer os elementos da cultura e do folclore no Brasil
Sobre parlendas, cantigas, lendas e adivinhas populares
• Brinque com prazer e desfrute destes momentos com as crianças.
• Memorize as parlendas e cantigas junto com as crianças.
• Utilize parlendas e cantigas em situações do cotidiano que se encaixem com os versos, como a escolha de quem inicia uma brincadeira ou citando os versos em uma roda, por exemplo.
• Recite parlendas com diferentes tons: vozes agudas e graves, lentas e rápidas, alta e baixa.
• Disponha de situações (como preparar um presente para um colega aniversariante, ou enviar para uma escola em outro estado ou cidade que estão mantendo correspondências) que possibilitem representar graficamente as parlendas e as cantigas pelas crianças, usando materiais da linguagem plástica como tintas e lápis coloridos.
• Localize e identifique palavras desconhecidas de parlendas e cantigas como uma boa estratégia para o grupo ampliar repertório linguístico e converse em assembleia sobre essas palavras, fazendo associações com outras palavras e sinônimos, além de paralelos com situações vividas na escola ou em convívio familiar e comunitário.
• Peça que as crianças pesquisem sobre parlendas e cantigas com educadores das Creches e Pré-escolas e com a família, e tragam sugestões para ampliar o repertório do grupo. Se for possível, acione também a vizinhança da escola.
• Proponha ao grupo que convidem crianças de outros grupos para brincar com as parlendas e cantigas.
• Use o arsenal de fantasias da escola, ou solicite que tragam de casa fantasias que remetem a situações relatadas nas parlendas e cantigas. Por exemplo, na parlenda Rei, capitão, soldado, ladrão..., estimule as crianças a vestir fantasia de rei ou soldado. O Grupo pode também construir espadas de papel jornal.
• Disponibilizamos no botão MÚSICAS cantigas para ouvir com as crianças.
• Existem também outras cantigas e parlendas recitadas e cantadas disponíveis na internet. Leve esses elementos para o espaço de referência e espaços coletivos como um recurso que aguça a imaginação e garante mais aproximação entre meninas e meninos.
• Antes de apresentar uma lenda para as crianças, conheça a história e pense como apresentá-la ao grupo. Busque também por variações da lenda em outras localidades.
• Antes de apresentar a proposta com lendas, escute o que as crianças pensam, sentem e imaginam sobre ela.
• História com fantoches são boas oportunidades para apresentar e representar lendas.
• Teatro também é uma boa oportunidade de se aprofundar no universo das lendas.
• Outra possibilidade é a confecção pelas famílias de livros com as histórias de lendas regionais populares, inclusive com ilustrações produzidas em cooperação entre crianças e adultos.
• No caso de lendas como a Lenda do Açaí, pode-se levar a fruta ou a polpa para experimentação e investigação pelas crianças. Caso não seja possível conseguir a fruta, utilize fotografias.
• Encoraje as crianças a imaginar finais diferentes para as lendas.
• Estimule que as crianças representem o que mais gostaram nas histórias, com o emprego de diferentes linguagens: desenho, pintura, escultura, encenações, música etc.
• Apresente adivinhas para as crianças aprofundarem as aprendizagens relacionadas à oralidade. Deve ser um momento de diversão.
• É importante estimular as crianças a formular hipóteses de respostas das adivinhas. Dar dicas sobre a resposta para que adivinhem é uma possibilidade.
• Se a adivinha tiver um objeto real como resposta, esse objeto pode ser levado para que as crianças explorem suas funções sociais e simbólicas, como a balança e a pipoca, por exemplo.
• A resposta pode ser usada para trazer novos conceitos e ideias ao grupo. Por exemplo, se em uma adivinha a resposta é ovo, pode-se questionar sobre que animais que nascem do ovo e anotar as ideias das crianças para possíveis aprofundamentos e/ou investigações.
Sobre manifestações culturais
• Escute o que as crianças pensam e desejam experienciar e/ou investigar.
• Provoque interesse e crie ambientes que favoreçam as pesquisas. Por exemplo, organize o ambiente de referência com roupas e objetos típicos do folclore nordestino, se for o caso.
• Selecione vídeos de manifestações populares, brincadeiras, festas tradicionais e outros elementos para que as crianças assistam e dialoguem sobre o que pensam e sentem. Que semelhanças e diferenças com a cultura local aparecem? Uma rica e potente forma de intervenção é receber as crianças pela manhã com projeções desses materiais em paredes das Creches e Pré-escolas.
• Para recepcionar as famílias no momento da chegada, utilize vídeos e fotos projetados nas áreas de convivência, além de músicas. Aproveite para dialogar sobre ideias acerca do tema com crianças e adultos.
• Solicite apoio das famílias para a produção e empréstimo de roupas, indumentárias, objetos e outros elementos necessários para aprofundar as pesquisas sobre o tema.
• Pesquise grupos ou artistas da comunidade que podem participar de uma vivência com as crianças na escola.
• Manifestações populares como festas, danças e folguedos devem ser vividas com as crianças na cidade, sempre que possível. Essa aproximação e vivência da cultura local, regional e nacional proporciona ricas aprendizagens.
• É possível também imprimir fotografias das manifestações em investigação e disponibilizar nos espaços de referência e de convívio coletivo, sempre na altura das crianças.
• Documente os processos vividos com imagens, falas das crianças, vídeos e expressões que sejam genuínas da infância. Reveja as documentações que estão apresentadas no livro e no material digital e utilize-as como inspiração para compartilhar as descobertas com a comunidade em que a criança está inserida.
• Invista em documentações que mostrem a toda a comunidade escolar os processos vividos, uma vez que elas ajudam a aproximar os pais do que está sendo vivido pelas crianças na escola. Por exemplo, se algum membro da família já teve contato com alguma das manifestações investigadas, pode contribuir contando sua experiência e/ou mostrando fotografias pessoais ou compartilhando objetos trazidos da região.
• Envolva crianças de toda a Creche e Pré-escola, isso ajuda a fortalecer ainda mais a manifestação popular dentro da escola.
• É possível ampliar as possibilidades selecionando brincadeiras e receitas típicas da região ou da festa popular para fazer com as crianças. É também um momento para dialogar sobre outros elementos, como ingredientes típicos na região.
• Convoque a família para criar roupas típicas ou fazer uma receita junto com as crianças, isso contribui para enriquecer o repertório e aproximar a família da escola.
• As manifestações populares podem ser vividas em situações cotidianas das Creches e Pré-escolas. Ouvir músicas típicas da festa ou região na hora do almoço ou lanche é uma possibilidade de trazer a manifestação para o cotidiano. Usar peças de artesanato típico ou elementos construídos pelas crianças na decoração do ambiente também é potente.
• Verifique a possibilidade de fazer entrevistas com pessoas mais velhas da comunidade como forma de conhecer e aprender outras tradições.
• É importante que esses movimentos façam parte das pesquisas e experimentos cotidianos das crianças e famílias, entendendo a Creche e Pré-escola como um ambiente produtor de conhecimento e cultura que valoriza tradições populares e regionais.
• Uma possibilidade de interação é a confecção de livros de histórias sobre as manifestações populares ou lendas pela comunidade escolar. Podem ser com desenhos de crianças, dos adultos, colagens etc.
• Sempre que possível, solicite que as crianças expressem seu ponto de vista por meio das linguagens gráfica e oral. Valorize a produção da criança e disponibilize nas áreas da escola.
Sobre música e danças populares
• Para ampliar a ideia de cantar, brincar de roda e fazer os movimentos que a cantigas sugerem, o educador deve organizar o ambiente e materiais para a experimentação, inserindo diferentes instrumentos musicais para compor o ambiente.
• Crie condições para que as crianças toquem e percebam diferentes ritmos e sons. Você pode usar panelas, tampas, chocalhos feitos com materiais reutilizáveis, sementes e galhos para confeccionar esse material com as crianças.
• Em situações de danças e músicas típicas de uma região, uma oportunidade de ampliação é escutar as ideias das crianças sobre a dança ou música e assistir a vídeos sobre o tema.
• Disponibilize instrumentos típicos de cada dança ou música, isso aproxima as crianças da investigação. Uma estratégia é pedir que as famílias tragam estes instrumentos de casa.
• Identifique pais, tios ou avós e convide para diálogos com as crianças sobre o tema investigado. Se, por exemplo, estiverem pesquisando sobre algum ritmo do Sul, um membro da família que veio desse contexto pode trazer muitas possibilidades.
• Convoque grupos da comunidade local. Esta é uma estratégia potente de contato com os ritmos e danças. Por exemplo, convide um grupo local de samba de roda para se apresentar na escola e disponibilizar um momento para o diálogo e troca de ideias.
• É fundamental que a seleção de canções ou danças estejam conectadas a outros projetos do professor e/ou da escola. Por exemplo, a participação em algum evento previsto no calendário pode ser um motivador para que as crianças tragam canções relacionadas ao tema ou à data especial.
• É importante o planejamento para que as crianças possam investigar de acordo com o tempo, forma e ritmo do grupo.
• Mobilize o grupo para diálogos sobre a finalidade da investigação com música ou dança. Caso haja intenção de uma apresentação em evento, por exemplo, deixe que as crianças saibam e possam contribuir no planejamento.
• Ideias sobre música e danças podem ser materializadas em diferentes contextos das artes plásticas. Essas produções podem ficar disponíveis para a comunidade escolar e/ou no dia da apresentação.
• Sempre que possível, disponibilize músicas de diferentes compositores, e não apenas do universo infantil. É importante compreender que a música é universal.
• Outra possibilidade de ampliação cultural é apresentar e pesquisar compositores e músicos brasileiros e regionais. Ouça músicas diversas do compositor ou cantor, espalhe fotografias, assista a vídeos e dialogue com o grupo para entender a ideia das crianças sobre o ritmo e sobre a pessoa.
• Se possível, convide o cantor ou compositor ou grupos de dança a ir até a escola.
• Produza com as crianças e famílias instrumentos ligados ao ritmo.
• Convoque as famílias para produzir indumentárias típicas de cada ritmo.
• Documente todo o processo com fotografias, vídeos, anotações e falas das crianças e disponibilize para a comunidade escolar.
Sobre artesanato e os brinquedos folclóricos
• Organize contextos nos mais diferentes ambientes da escola com artesanatos regionais.
• É possível introduzir o artesanato regional e nacional para as crianças menores de uma forma lúdica. Por exemplo, as crianças podem começar apenas manipulando a argila. É com base nesses movimentos que a criança começa a ter consciência do seu próprio corpo.
• Estimule as famílias a trazerem peças ligadas ao tipo de artesanato proposto pela investigação: cestaria, argila, linhas e fios etc.
• Convoque crianças e adultos a produzir peças usando matérias-primas de artesanato típico local ou da região que estiverem em investigação.
• Converse com as crianças e troque ideias sobre artesanato, matérias, possibilidades com o material, objetos do universo familiar feitos com aquele material, etc.
Sobre culinária típica
• As sugestões de receitas presentes neste Material Digital são típicas de cada região. Em alguns casos foram disponibilizadas versões mais saudáveis para crianças. Caso a receita não esteja adequada ao seu grupo, avalie substituir ingredientes de forma que os pratos fiquem mais leves e saudáveis.
• Apresente a receita impressa e decida com as crianças, com antecedência, como farão para conseguir os ingredientes. Aproveite a situação-problema para que as crianças sugiram alternativas. Elas podem, por exemplo, escrever um bilhete, com o seu apoio, solicitando os ingredientes para pedir à diretora da escola ou para as famílias.
• Organize o ambiente para que as crianças sigam o passo a passo e manipulem os ingredientes e utensílios. Ajude sempre no momento de uso do fogão ou liquidificador.
• A preparação das receitas por pequenos grupos potencializa o resultado e o poder de escuta de cada criança.
• Provoque as crianças a explorar cheiros, texturas, sabores, cores, formas.
• Oriente as crianças sobre questões de higiene antes de manipular alimentos, como lavar as mãos, prender os cabelos, usar touca etc.
• Aproveite esses momentos para reforçar a importância da higiene e cuidado com o alimento.
• Leve a receita impressa, foto da receita, os ingredientes separados e utilize recipientes de diversos tamanhos para medir. Livros de receitas também provocam a curiosidade das crianças.
• A receita impressa ajuda na relação com as medidas e sequência de passos da receita. Leia com as crianças cada ingrediente e o modo de fazer e converse com o grupo para selecionar objetos necessários – o liquidificador, por exemplo.
• Peça às crianças que encontrem a quantidade aproximada de uma pitada de sal ou uma xícara de coco ralado. É importante a criança pensar em qual medida se aproxima e quais as transformações ocorrerão no bolo caso ponha mais ou menos farinha de trigo que o indicado.
• Crie situações para que possam sentir o sabor do alimento, o que ajuda a entender que as medidas precisam ser respeitadas para que o sabor fique equilibrado.
• Peça que algumas crianças do grupo comuniquem às cozinheiras que elas precisarão de ajuda em algum momento da receita. Essa comunicação pode ser oral, escrita ou com desenhos, de acordo com as ideias, provocações do professor e escolhas das crianças.
• No momento da espera de o bolo assar no forno, por exemplo, aproveite para preparar a mesa com as crianças, para que possam apreciar o alimento. Use toalhas e flores para decorar. Convoque as crianças para exercitar cooperação e partilha.
• Se for o caso, o grupo pode pensar em fazer um convite escrito para as demais crianças da escola experimentarem a receita.
• Cada receita é uma experiência que pode ou não dar certo. Se o resultado for diferente do esperado, construa com o grupo ideias coletivas sobre o que pode ter acontecido. Não apresse a resposta e apoie as crianças a construírem suas aprendizagens a partir das sínteses das experiências vividas, independentemente do resultado da experiência.
• Encoraje o grupo a escrever a receita para que possam entregar a crianças de outros grupos.
• Registre o processo e anote expressões das crianças para posterior análise e construção de documentações.
Sobre brincadeiras
• Dialogue para saber o que as crianças já sabem sobre a brincadeira.
• Aproveite e questione sobre o nome da brincadeira. Caso não conheçam, levante hipóteses sobre como deve ser a brincadeira e explore essas ideias iniciais.
• Brinque com a criança e se envolva de verdade na brincadeira. Isso faz toda a diferença na relação com a criança.
• Oriente e discuta as regras para que as crianças não joguem os instrumentos que serão usados (por exemplo, uma bola ou peteca) de forma que machuque o colega e, se necessário, assistam a um vídeo de outras crianças brincando para estabelecer os acordos e compreender a brincadeira.
• Dialogue sobre variações da forma de brincar e de nomenclatura de acordo com a região.
• Aproveite e assista a vídeos em que crianças de outros estados brincam. Pesquise se alguma família já viajou para o local da brincadeira, levante as possibilidades de conhecer a brincadeira a partir da experiência cultural da sua localidade e de outras localidades.
• Uma oportunidade é identificar pessoas de outra região e solicitar vídeos das pessoas explicando sobre a brincadeira no estado delas.